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Proconve, sua frota está na fase certa? O que o P8/Euro 6 exige e como a locação garante conformidade automática

Caminhão pesado moderno trafegando em rodovia ao entardecer, representando uma frota atualizada e dentro das exigências de emissão do Proconve

Entenda o que o Proconve P8/Euro 6 exige das frotas pesadas e descubra como a locação elimina o risco de rodar fora de conformidade.

Gerenciar uma frota pesada no Brasil já significa lidar com manutenção, combustível, pneus e depreciação todos os dias. Além disso, existe uma camada regulatória que nem sempre recebe a atenção que merece: as fases do Proconve. Isso porque um caminhão fora da fase de emissões vigente não é só um problema ambiental, mas também um risco financeiro real, com multas que podem chegar a milhões de reais e até retenção do veículo.

Diante desse cenário, vale a pergunta: a sua frota está na fase certa? Para responder, preparamos este conteúdo com os principais pontos sobre o tema:

  • O que é o Proconve P8/Euro 6?
  • Quais exigências técnicas essa fase traz para os caminhões?
  • Como saber se a frota está na fase certa?
  • Quais riscos uma frota desatualizada enfrenta?
  • Como a locação garante conformidade automática?

O que é o Proconve P8/Euro 6?

Trata-se da oitava fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, criado pelo Conama para reduzir a emissão de poluentes de caminhões e ônibus movidos a diesel. A resolução foi aprovada em 2018 e passou a valer para novos projetos em janeiro de 2022, com obrigatoriedade para todos os veículos pesados produzidos no país a partir de janeiro de 2023. Tecnicamente, o Proconve P8 equivale ao Euro 6 europeu, considerado um dos padrões mais rígidos do mundo em relação a óxidos de nitrogênio (NOx), monóxido de carbono e material particulado.

Ou seja, desde 2023 nenhum caminhão novo sai de fábrica fora dessa exigência. No entanto, isso não significa que toda frota em circulação já esteja adequada, e é exatamente aí que mora o risco para quem ainda opera com veículos mais antigos.

Quais exigências técnicas o Proconve P8 traz para os caminhões?

O P8 elevou o nível de exigência em relação à fase anterior (P7) em pontos como:

  1. Reforço no sistema SCR (redução catalítica seletiva), que depende do Arla 32 para neutralizar o NOx;
  2. Uso de EGR (recirculação de gases de escape) em algumas configurações de motor, para equilibrar a combustão;
  3. Testes de conformidade em tráfego real (ISC), substituindo as antigas medições feitas apenas em bancada;
  4. Registro obrigatório de CO2 e consumo de combustível pelo método de balanço de carbono.

Na prática, isso quer dizer que manter um caminhão dentro da norma não é só ligar o motor e abastecer o Arla corretamente. Envolve calibração periódica, peças originais e acompanhamento técnico constante, algo que consome tempo e exige mão de obra especializada da equipe de manutenção.

Sua frota está na fase certa?

O Brasil tem uma frota de caminhões relativamente envelhecida se comparada a outros países, e boa parte dos veículos ainda em circulação foi fabricada sob o Proconve P7, uma fase com exigências bem menos rígidas. Isso não é ilegal por si só, já que a norma vale para veículos novos e não obriga a substituição retroativa da frota. Contudo, operar com uma mistura de fases (parte P7, parte P8) dificulta a padronização da manutenção e aumenta a chance de falhas no sistema de emissões passarem despercebidas.

Leia também: Gestão de multas: como isso funciona e ESG na frota: o que os indicadores de emissão revelam sobre sua operação.

Quais riscos uma frota fora de conformidade enfrenta?

Os riscos vão além da multa ambiental. A adulteração do Arla 32, por exemplo, já resultou em operações do Ibama e da Polícia Rodoviária Federal com multas que somaram milhões de reais para empresas donas dos veículos, além de retenção do caminhão até a regularização. Isso porque o uso incorreto do Arla é enquadrado como infração de trânsito grave e, em alguns casos, como crime ambiental previsto na Lei 9.605/98.

Diante disso, muitos gestores acabam presos em um dilema: trocar a frota de forma antecipada, absorvendo o custo total do investimento, ou manter veículos antigos e assumir o risco de autuação e parada operacional. Nenhuma das duas opções é confortável quando o objetivo é previsibilidade de custo.

Como a locação garante conformidade automática com o Proconve?

É exatamente nesse ponto que o modelo de locação muda o jogo. Ao locar em vez de comprar, a empresa recebe caminhões sempre 0 km, já fabricados dentro da fase de emissões vigente, sem precisar avaliar se um veículo específico ainda atende à norma. Além disso, a manutenção preventiva e corretiva realizada pela rede credenciada garante que sistemas como SCR e EGR permaneçam calibrados, e a telemetria acompanha o desempenho para identificar qualquer desvio antes que ele vire multa.

Diante desse compromisso com a atualização tecnológica, vale destacar outro benefício da locação: a possibilidade de testar frotas elétricas sem comprometer capital em uma tecnologia ainda em consolidação no Brasil. Dessa forma, a empresa consegue avaliar o desempenho de veículos elétricos em operações específicas antes de decidir por uma adoção em maior escala. No entanto, essa tecnologia ainda atende melhor a centros urbanos, com rotas curtas e previsíveis, do que a operações rodoviárias de longa distância, já que a autonomia das baterias e a infraestrutura de recarga no Brasil seguem limitadas fora das grandes cidades. Por isso, faz mais sentido direcionar essa experimentação para etapas como o last mile, em que furgões e caminhões elétricos já mostram ganhos reais de eficiência e redução de custo operacional.

Esse é o enquadramento CAPEX x OPEX que costuma pesar na decisão: comprar um caminhão significa imobilizar capital (CAPEX) e assumir sozinho o risco de ele ficar obsoleto perante novas fases regulatórias. Locar transforma isso em um custo operacional previsível (OPEX), no qual a atualização tecnológica e a conformidade ambiental deixam de ser preocupação da empresa e passam a fazer parte do contrato.

CritérioFrota própriaLocação com a Addiante
Conformidade regulatóriaDepende da idade de cada veículoVeículos 0 km, na fase vigente
Risco de multa por Arla/emissõesAssumido pela empresaReduzido com manutenção especializada
Atualização tecnológicaSó na próxima compraContínua, a cada renovação de contrato
Manutenção do sistema de emissõesEstrutura própria ou terceiro avulsoRede credenciada e monitoramento por telemetria
Previsibilidade de custoBaixa (varia com falhas e multas)Alta (custo fixo em contrato)

O diferencial da Addiante para manter sua frota sempre em conformidade

Cumprir o Proconve P8 não deveria ser um problema recorrente para quem gerencia frota. Portanto, avaliar o custo total de manter veículos antigos, incluindo o risco regulatório, costuma pesar mais do que parece à primeira vista quando comparado ao custo de um contrato de locação.

Com a Addiante, sua empresa opera com caminhões 0 km, gestão completa de manutenção, telemetria e torre de controle acompanhando cada detalhe da frota, sem se preocupar se um veículo está ou não na fase correta de emissões.

Solicite um orçamento com a Addiante e mantenha sua frota sempre em conformidade com o Proconve, sem imprevistos.

Perguntas frequentes

O que acontece se meu caminhão não atender ao Proconve P8?

Veículos novos não podem ser fabricados ou comercializados fora da norma. Já veículos mais antigos, fabricados sob fases anteriores, seguem em circulação, mas correm risco de autuação caso apresentem irregularidades como Arla adulterado ou sistema de emissões desativado.

Preciso trocar minha frota inteira por causa do Proconve P8?

Não é uma exigência retroativa. No entanto, quanto mais antiga a frota, maior a chance de falhas nos sistemas de controle de emissões e maior a exposição a multas.

O Arla 32 é obrigatório em todos os caminhões?

É obrigatório em veículos equipados com sistema SCR, tecnologia presente na maioria dos caminhões pesados fabricados no Brasil desde 2012.

Como a telemetria ajuda a evitar problemas com o Proconve?

Ela monitora o desempenho do motor e do sistema de emissões em tempo real, permitindo identificar desvios antes que eles se tornem uma autuação.

Vale a pena a locação em vez de comprar para não me preocupar com o Proconve?

Sim. Locar com gestão completa elimina a necessidade de avaliar constantemente se a frota está na fase certa, já que os veículos chegam 0 km e a manutenção do sistema de emissões fica por conta do contrato, sem custo extra nem risco de multa para a empresa.

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