Manutenção de frota é um daqueles temas que muita empresa só percebe a importância quando a operação começa a travar. E o prejuízo nem sempre aparece como “um grande valor na oficina”.
Na maioria das vezes, ele surge no acúmulo silencioso do dia a dia: veículo parado fora do planejado, entrega atrasada, rota remanejada às pressas, aumento de multas e consumo de combustível fora do padrão.
Por isso, manutenção de frota não é gasto: é gestão de disponibilidade, produtividade e segurança. Continue a leitura e entenda:
- O que é manutenção de frotas?
- Quais são os 4 tipos de manutenção?
- Tipos de manutenção de frota: qual modelo faz mais sentido para cada operação?
- O que é um plano de manutenção de frota?
- Quais são os principais indicadores de manutenção de frota?
- Como reduzir custos de manutenção de frota sem comprometer desempenho e segurança?
O que é manutenção de frotas?
É o conjunto de práticas e rotinas que garantem que os veículos operem com segurança, disponibilidade e desempenho, o que previne falhas e reduz paradas inesperadas. Vai além de consertos: envolve planejamento, inspeções, histórico de serviços e controle de custos, impactando o custo por km e a produtividade.
Por exemplo, pense em uma frota de caminhões que roda diariamente para atender clientes em diferentes rotas. Em vez de esperar um veículo “dar problema”, a empresa define revisões programadas (troca de óleo, filtros e inspeção de freios), acompanha o desgaste de pneus e monitora o consumo de combustível.
Assim, se um caminhão começa a consumir mais do que o normal, o time verifica antes que isso vire falha mecânica. Dessa maneira, a frota tem menos quebras na estrada, mais veículos disponíveis para rodar e reduz custos.
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Quais são os 4 tipos de manutenção?
Os tipos mais utilizados nas empresas são:
- Manutenção preventiva – revisões programadas para evitar falhas e manter o veículo disponível (óleo, filtros, freios e suspensão);
- Manutenção corretiva – reparos após a quebra, geralmente com custo maior, mais tempo parado e impacto direto na operação;
- Manutenção preditiva – antecipação de falhas com base em dados, telemetria e histórico (consumo fora do padrão, temperatura anormal, alerta e vibração);
- Manutenção detectiva – inspeções para identificar falhas ocultas antes do dano, com checklists e acompanhamento contínuo (pneus, rolamentos, sistema de frenagem).
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Tipos de manutenção de frota: qual modelo faz mais sentido para cada operação?
Não existe uma única estratégia ideal para todas as empresas. O melhor modelo depende do ritmo da operação, da distância percorrida, do nível de exigência do terreno e do quanto a frota pode (ou não) parar.
Veja as recomendações mais comuns:
- Preventiva – ideal para rotinas estáveis, com uso previsível e revisões programadas;
- Preditiva – recomendada para operações intensas, pois antecipa falhas com base em dados reais;
- Corretiva – deve ser exceção, usada apenas quando a falha é inevitável;
- Melhor combinação – preventiva + preditiva para reduzir paradas e controlar custos;
- Agronegócio e florestal – preventiva forte + preditiva para evitar falhas em áreas remotas;
- Mineração – preditiva prioritária por alto desgaste e risco elevado;
- Rodoviário/urbano – preventiva consistente + controle de pneus, consumo e condução.
Que tal um exemplo? Imagine uma operação de mineração em que caminhões e máquinas rodam quase o dia inteiro, com poeira intensa, carga pesada e desgaste acelerado.
Nesse cenário, imagine uma operação de mineração em que caminhões e máquinas rodam quase o dia inteiro, com poeira intensa, carga pesada e desgaste acelerado.
Nesse caso, a preventiva é essencial, mas o diferencial está na preditiva. A telemetria começa a apontar temperatura do motor acima do padrão e consumo aumentando em um veículo específico.
O que é um plano de manutenção de frota?
É um planejamento que organiza todas as rotinas de manutenção da frota, como ao definir tarefas, periodicidade, responsáveis e indicadores. Inclui inspeções, checklists, controle de pneus, histórico do veículo e regras de atendimento. Com apoio de telemetria, por exemplo, permite agir antes da falha para reduzir custos e paradas inesperadas.
Isto é, suponha que você acompanhe o relatório semanal e perceba que um dos veículos começou a fazer 8% a 12% mais consumo na mesma rota, com o mesmo tipo de carga. Muita operação ignora e segue rodando.
Só que, quase sempre, isso é um sinal de que algo está errado, como filtro saturado, calibragem de pneus, falha no sistema de alimentação ou condução mais agressiva. Então, com um plano estruturado, o veículo entra em inspeção no momento certo, você corrige antes da falha e evita maiores problemas.
Quais são os principais indicadores de manutenção de frota?
São os seguintes:
- Disponibilidade da frota (%) e tempo de parada (downtime);
- MTBF (tempo médio entre falhas) e MTTR (tempo médio de reparo);
- Custo de manutenção por km e custo por veículo;
- Percentual de corretiva vs preventiva e custo de pneus por km;
- Consumo médio, variações fora do padrão e marcha lenta excessiva;
- Excesso de velocidade, frenagens bruscas e aceleração agressiva;
- Multas por período, tipos mais frequentes e impacto no risco operacional.
Como reduzir custos de manutenção de frota sem comprometer desempenho e segurança?
Reduzir o custo de manutenção não significa “cortar manutenção”. Significa aumentar previsibilidade e eliminar desperdícios operacionais.
Algumas ações que costumam gerar resultado são:
- Padronizar processos e checklists;
- Fazer inspeções frequentes e registrar histórico por veículo;
- Estruturar gestão de pneus e calibragem;
- Capacitar motoristas em condução segura e econômica;
- Usar telemetria para identificar desvios antes da falha;
- Agir rápido para evitar que um problema simples vire parada longa.
Com esse tipo de rotina, a frota reduz retrabalho, melhora disponibilidade e protege a operação de custos que aparecem “do nada”.
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Como visto, a manutenção de frota pode decidir se a frota trabalha ou se a operação para. Porém, se hoje a sua frota ainda depende de manutenção corretiva, decisões no improviso e fornecedores que “somem” no pós-venda, vale dar um passo à frente.
Nesse sentido, saiba que a Addiante não atua apenas como locadora. Ela entrega gestão completa de frota, com atendimento consultivo, gestor dedicado e uma torre de controle que acompanha o desempenho em tempo real.
Assim, sua operação ganha:
- mais disponibilidade;
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- mais controle de custos;
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