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Transporte rodoviário:como reduzir o impacto da Reforma Tributária, dos juros e das mudanças econômicas sobre o custo da operação

Caminhão de transporte rodoviário de cargas trafegando em rodovia ao entardecer, com paisagem de serra ao fundo
Entenda como esses três fatores se combinam e o que muda no custo do frete no transporte rodoviário até o fim de 2026

O segundo semestre sempre concentra decisões importantes para quem gerencia frota. Em 2026, porém, esse período carrega um peso extra. Três movimentos acontecem ao mesmo tempo e, juntos, vão pesar diretamente no custo do frete até dezembro: a transição da reforma tributária, o crédito subsidiado do Move Brasil, que está perto do fim, e a nova rodada de queda de juros no país.

Cada fator, isolado, já exigiria atenção do gestor de frota. Combinados, eles mudam o cálculo de quem pensa em renovar sua capacidade operacional ou esperar, de quem revisa a tabela de frete e de quem calcula o custo real de manter caminhões próprios rodando. Entender como cada peça se encaixa, portanto, é essencial para não ser pego de surpresa no fechamento do ano.

Neste conteúdo, você vai entender:

  • Reforma tributária: o que muda no custo do frete em 2026
  • Move Brasil: uma solução temporária, com prazo e alcance limitados
  • Juros: onde a Selic deve fechar o ano
  • Como os três fatores se somam no custo final do frete
  • Locação como solução para reduzir exposição a esse cenário

Reforma tributária: o que muda no custo do frete em 2026

A Emenda Constitucional 132, de 2023, instituiu a reforma tributária. A Lei Complementar 214, de 2025, regulamentou os detalhes, e a fase de transição começou oficialmente em 2026. Na prática, o sistema antigo de tributos passou a conviver com dois novos: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de competência estadual e municipal, e a CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços), de competência federal.

O transporte rodoviário de cargas já sente esse período de teste. Desde 2026, o CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico) exige novos campos específicos para registrar IBS e CBS em cada operação. Ou seja, mesmo sem uma alíquota final definida, a rotina fiscal das transportadoras já mudou.

E é justamente aqui que mora a maior dúvida do setor. A lei ainda não fixa uma alíquota final e consolidada para o transporte de cargas. Existem apenas estudos e projeções, alguns deles indicando que a tributação combinada pode sair de um patamar próximo de 19,5% (soma atual de PIS e Cofins) para algo entre 25% e 28%, dependendo de como as regras se fecharem ao longo da transição, que se estende até 2033.

Diante dessa incerteza, o movimento mais seguro não é esperar a definição final. Revisar agora a estrutura de custos e a tabela de frete, considerando diferentes cenários de tributação, evita que um cálculo desatualizado hoje vire margem negativa amanhã. Para empresas que buscam previsibilidade, esse cenário reforça a importância de modelos que reduzam a exposição a mudanças tributárias.

Move Brasil: uma solução temporária, com prazo e alcance limitados

O Move Brasil, programa de crédito subsidiado do governo federal operacionalizado pelo BNDES, ofereceu juros abaixo do mercado convencional (de 13% a 14% ao ano, contra 24% a 28% cobrados pelos bancos tradicionais) para a renovação de caminhões, ônibus e implementos. A procura superou as expectativas do próprio governo, e os recursos iniciais se esgotaram em poucos meses. Até o fim de julho, mais de 95% do total disponível já havia sido usado, e o prazo para protocolar novas operações no sistema do BNDES termina em 28 de agosto.

Isso mostra o que o Move Brasil realmente é: uma oportunidade temporária de crédito subsidiado para parte das empresas do setor, não uma solução permanente. Trata-se de uma medida com prazo definido e alcance limitado, que não elimina os demais fatores que continuam pressionando o custo operacional, como a desvalorização de ativos próprios. Mesmo quem consegue contratar dentro do programa segue exposto à depreciação do veículo, à manutenção, à gestão documental e ao efeito da reforma tributária sobre um ativo que passa a integrar o patrimônio da empresa. O programa reduz o custo do crédito, mas não resolve o custo de possuir o ativo. O crédito subsidiado beneficia operações específicas, mas possui prazo definido e não altera a necessidade de avaliar o custo total da estratégia de renovação.

Juros: onde a Selic deve fechar o ano

O terceiro fator que pesa no custo do frete é o preço do crédito, e esse preço depende diretamente da taxa Selic. Hoje em 14,25% ao ano, definida na reunião do Copom de 17 de junho, a Selic segue em um patamar historicamente alto, mesmo depois de três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual.

O Comitê de Política Monetária se reúne justamente nesta semana para sua próxima decisão. O mercado já reduziu a projeção da Selic para o fim de 2026, movimento que não acontecia desde março, e as estimativas mais recentes apontam a taxa encerrando o ano perto de 13,5%.

Ainda assim, vale lembrar que a Selic é só a referência. Na hora de financiar um caminhão, o que realmente importa é o CET, o Custo Efetivo Total, que soma juros, tarifas, seguros e impostos embutidos na operação.

Mas reduzir a taxa de juros resolve só parte da conta. Comprar ou financiar um caminhão significa imobilizar capital em um ativo, o chamado CAPEX, e isso trava recursos que a empresa poderia direcionar para outras frentes do negócio. Mesmo quando o crédito fica mais barato, a decisão de imobilizar capital em ativos continua exigindo análise, principalmente em um cenário de mudanças tributárias e econômicas como o que o setor atravessa agora. Afinal, o risco financeiro de carregar um ativo no patrimônio não desaparece só porque a parcela do financiamento ficou menor. Independentemente da trajetória da Selic, há empresas que optam por reduzir a dependência de financiamentos por meio de modelos de locação.

Como os três fatores se somam no custo final do frete

Isoladamente, cada fator produz um efeito específico. Juntos, eles criam um cenário em que o momento da decisão importa tanto quanto a decisão em si.

FatorO que mudaJanela de tempoImpacto no custo do frete
Reforma tributáriaConvivência entre sistema antigo e novo (IBS e CBS), com novas exigências no CT-eTransição iniciada em 2026, plena em 2033Pressão de alta no custo estrutural, ainda sem alíquota final fechada
Move BrasilCrédito subsidiado para caminhões, ônibus e implementos, com juros de 13% a 14% ao anoProtocolo até 28 de agosto de 2026Reduz o custo do crédito para quem contratar a tempo, mas não elimina a depreciação e os demais custos de possuir o ativo
Juros (Selic)Taxa em 14,25% ao ano, com possível novo corte e projeção próxima de 13,5% até dezembroDecisão do Copom nesta semana, novos ajustes possíveis até dezembroEncarece o crédito fora do Move Brasil, mesmo com o corte esperado

Ao olhar para os três ao mesmo tempo, um padrão fica claro. A reforma tributária tende a elevar o custo estrutural do frete ao longo da transição. Os juros, mesmo em queda, ainda encarecem o financiamento convencional. E o Move Brasil, que amortecia justamente esse segundo ponto, está com os dias contados.

Quem decidir renovar frota ou revisar contratos só no fim do ano corre um risco real: encontrar uma combinação mais cara do que a de hoje, com menos crédito subsidiado disponível, juros convencionais ainda elevados e uma tributação em transição pressionando a formação de preço do frete. Antecipar decisões, portanto, tende a custar menos do que esperar por dezembro.

Locação como solução para reduzir exposição a esse cenário

Um cenário com tantas variáveis em movimento ao mesmo tempo pesa mais sobre quem carrega sozinho o risco de cada uma delas. A reforma tributária pode alterar a carga sobre o patrimônio da empresa, os juros ainda representam risco para quem imobiliza capital em ativo próprio, e o crédito subsidiado do Move Brasil não alcança toda a operação nem dura para sempre.

A locação de frota pesada retira boa parte dessa incerteza da conta. Ao locar em vez de comprar, sua empresa deixa o CAPEX de lado e passa a tratar o custo da frota como OPEX, sem depender da taxa de juros do momento nem da urgência de correr contra o prazo de um programa de crédito. Em um cenário marcado por mudanças tributárias, oscilações de juros e diferentes alternativas de renovação de frota, avaliar o custo total de cada estratégia se torna mais importante do que olhar apenas o preço de aquisição. 

A locação permite transformar custos variáveis em previsibilidade operacional, reduzindo a exposição financeira e liberando capital para o negócio. A manutenção preventiva e corretiva, a gestão de documentos e a telemetria já vêm incluídas no contrato, reforçando essa previsibilidade justamente em um período de tanta variação econômica. Se sua empresa está reavaliando a forma de expandir ou renovar a frota, vale comparar os impactos de compra e locação antes de tomar a decisão.

Com a Addiante, sua operação ganha previsibilidade mesmo em meio à reforma tributária em transição, ao crédito subsidiado com prazo definido e aos juros ainda altos. Solicite um orçamento com a Addiante e proteja o custo do seu frete até dezembro e além

FAQ – Impactos da Reforma Tributária no Transporte Rodoviário

A reforma tributária vai aumentar o custo do frete no transporte rodoviário?

A reforma substitui tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por dois novos, o IBS e a CBS. Em 2026, o setor entra em fase de testes, sem uma alíquota final fechada em lei, mas estudos apontam que a tributação combinada pode sair de cerca de 19,5% para até 25% a 28% em alguns cenários ao longo da transição. Por isso, o impacto real ainda depende de como as regras forem fechadas nos próximos anos.

A Selic em queda torna o financiamento de caminhões mais barato

Em parte. A projeção de mercado aponta a Selic encerrando 2026 perto de 13,5%, mas o corte sozinho não resolve o custo do crédito convencional, já que o que realmente pesa no financiamento é o CET, que soma juros, tarifas, seguros e impostos embutidos na operação.

O custo do frete deve subir até dezembro?

A tendência aponta nessa direção quando os três fatores são somados. A tributação pressiona o custo estrutural ao longo da transição, os juros convencionais seguem altos mesmo com o corte esperado, e o crédito subsidiado do Move Brasil está perto de se esgotar. Decisões tomadas antes de dezembro tendem a sair mais baratas do que as tomadas depois.

Locar a frota protege a empresa desses três fatores?

Sim. A locação transforma o custo da frota de CAPEX em OPEX, o que tira da empresa a exposição direta à taxa de juros do momento e ao risco tributário sobre um ativo próprio. Isso significa mais previsibilidade orçamentária, capital livre para investir no negócio e uma operação que não fica refém de nenhuma linha de crédito. Em um cenário com tantas variáveis fora do controle da empresa, é o modelo que melhor protege a margem contra o que ainda está por vir até dezembro.

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